Em várias cidades, projetos de incineração avançam sem diálogo com quem vive o território. Apresentados como solução moderna, escondem o que realmente são: contratos caros que duram décadas, poluição tóxica no ar, riscos reais à saúde e a destruição de materiais que poderiam voltar à economia pela reciclagem e compostagem. Queimar lixo não resolve o problema, só muda a forma como ele adoece as pessoas.
Os impactos sempre caem sobre os mesmos territórios: bairros periféricos, comunidades, pessoas negras, catadores e catadoras, moradores do entorno e em situação de vulnerabilidade. A incineração aprofunda o racismo ambiental, destrói a economia da reciclagem e bloqueia investimentos em soluções que geram emprego, renda local e ar limpo. Não se trata de uma decisão técnica neutra. É uma escolha política sobre quem paga o preço da poluição.
Mas esse caminho não é inevitável. Em diferentes lugares, comunidades organizadas já conseguiram suspender obras, questionar licenças e abrir o debate público sobre gestão de resíduos. Existem alternativas viáveis, mais baratas e mais justas: redução na fonte, reciclagem, compostagem e inclusão produtiva. Quando os territórios se conectam, essas alternativas ganham força real.
Não Queime Nosso Futuro é um convite às cidades que querem se proteger e agir antes. Uma articulação que oferece informação, ferramentas práticas e apoio para transformar indignação em ação concreta. Se esse debate já chegou à sua cidade ou se você quer evitar que ele chegue sem participação popular, cadastre seu território e construa essa resposta com a gente.