Projetos de incineração estão avançando em bairros periféricos como se fossem progresso. Na prática, significam mais poluição, mais custos públicos e menos direito de escolha. Cidades que se organizam conseguem barrar esse modelo e construir alternativas. Cadastre seu território e faça parte dessa virada.




Em várias cidades, projetos de incineração avançam sem diálogo com quem vive o território. Apresentados como solução moderna, escondem o que realmente são: contratos caros que duram décadas, poluição tóxica no ar, riscos reais à saúde e a destruição de materiais que poderiam voltar à economia pela reciclagem e compostagem. Queimar lixo não resolve o problema, só muda a forma como ele adoece as pessoas.
Os impactos sempre caem sobre os mesmos territórios: bairros periféricos, comunidades, pessoas negras, catadores e catadoras, moradores do entorno e em situação de vulnerabilidade. A incineração aprofunda o racismo ambiental, destrói a economia da reciclagem e bloqueia investimentos em soluções que geram emprego, renda local e ar limpo. Não se trata de uma decisão técnica neutra. É uma escolha política sobre quem paga o preço da poluição.
Mas esse caminho não é inevitável. Em diferentes lugares, comunidades organizadas já conseguiram suspender obras, questionar licenças e abrir o debate público sobre gestão de resíduos. Existem alternativas viáveis, mais baratas e mais justas: redução na fonte, reciclagem, compostagem e inclusão produtiva. Quando os territórios se conectam, essas alternativas ganham força real.
Não Queime Nosso Futuro é um convite às cidades que querem se proteger e agir antes. Uma articulação que oferece informação, ferramentas práticas e apoio para transformar indignação em ação concreta. Se esse debate já chegou à sua cidade ou se você quer evitar que ele chegue sem participação popular, cadastre seu território e construa essa resposta com a gente.


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Fumaça tóxica não é solução

Usinas de queima de lixo emitem substâncias altamente perigosas, como dioxinas, furanos e metais pesados, que se acumulam no corpo humano e causam câncer, problemas hormonais e respiratórios. Nenhum filtro elimina totalmente esses poluentes. Respirar não pode ser um risco.




Nossa saúde está sob ataque

Essas usinas afetam diretamente a saúde de quem vive perto delas. Estudos apontam aumento de doenças pulmonares, má formação fetal e mortalidade infantil em áreas próximas a incineradores. Perus, São Mateus e Jurubatuba não podem ser cobaias desse modelo.




Contratos bilionários sem escutar ninguém

A Prefeitura de SP assinou contratos bilionários para construir incineradores sem participação da população.
A decisão foi tomada sem debate público, sem audiências, sem transparência. Isso fere o direito à cidade e ignora o direito à participação e a democracia.





O mundo avança, São Paulo retrocede

Países como Alemanha, Áustria e Coreia do Sul já estão abandonando a queima de resíduos. A tendência global é oposta: redução, reuso, reciclagem e compostagem. A incineração trava essas soluções e atrasa o desenvolvimento sustentável.




Queimar lixo sai caro e pode virar taxa

Os incineradores custam até cinco vezes mais do que programas de reciclagem e compostagem. Esses custos, em muitos lugares, viram taxas extras cobradas da população. Você quer pagar mais para adoecer?




Destrói a reciclagem e o trabalho de catadores

As usinas queimam justamente os materiais mais valiosos para reciclagem. Isso prejudica cooperativas e catadores, que perdem sua principal fonte de renda. A queima enfraquece a economia circular e exclui quem constrói soluções reais e sustentáveis .




Perus já vive um colapso ambiental

O bairro abriga o Aterro Sanitário de Perus, um dos maiores da América Latina. A região já sofre com cheiros, poluição e doenças. Agora querem instalar uma usina para a queima de resíduos que piora tudo. A população não pode carregar sozinha esse fardo.




Energia suja, clima em risco

Os incineradores são falsamente chamados de "usinas de energia". Eles emitem CO₂, metano e outros gases de efeito estufa que agravam a crise climática. A incineração não é limpa — é uma armadilha disfarçada de solução.



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