Você sabia que a Prefeitura de São Paulo assinou contratos Bilionários para queimar lixo em Perus, São Mateus e Jurubatuba sem consultar ninguém? Três bairros inteiros estão prestes a receber usinas que transformam resíduos em fumaça tóxica e são apresentadas como Ecoparques . É um modelo ultrapassado, perigoso e excludente. Essas decisões foram tomadas longe da população, sem diálogo, sem transparência e com consequências graves para a saúde pública e o meio ambiente.
Queimar lixo libera poluentes altamente tóxicos como dioxinas e metais pesados, que aumentam os riscos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares. Essa opção custa até cinco vezes mais do que soluções como compostagem e reciclagem, que geram renda e empregos locais. E pior, quem paga essa conta é a população!
Essas usinas estão sendo direcionadas para bairros historicamente negligenciados pelo poder público. A escolha de instalar estruturas poluentes nessas regiões é um exemplo claro de racismo ambiental. Populações negras e periféricas continuam sendo as mais afetadas pela poluição e pela exclusão das decisões sobre seus próprios territórios.
Em São Mateus, a população já se organizou contra a ampliação do aterro e conseguiu pausar o processo com liminares que impedem a derrubada de mais de 63 mil árvores, porém ainda ocorrem movimentações no solo, segundo moradores. Outras cidades barraram projetos semelhantes e São Paulo também pode dizer não. Exigimos a revisão popular dos contratos de resíduos e a construção de um plano popular, justo e sustentável. São Paulo não pode decidir sozinha. Vamos exigir nosso direito de respirar, viver e escolher. A cidade é nossa. O ar é nosso.
#nãoqueimenossofuturo